- Quero amar, mãezinha.
Respondo tão inocentemente.
Ela conta-me então histórias de nossas mulheres,
sangue do meu sangue,
em ano após ano,
ajudando todos os lunáticos desse mundo a matar o amor.
- Eu não quero matar o amor.
"É o seu karma, querida.
Seu sangue.
Eis aí tudo o que você precisa fazer nessa vida.
Não reclame, não se consuma.
Matar o amor é mais fácil do que fazê-lo, é menos dolorido do que entender,
infinitamente mais sincero do que ser feliz."
Minha mãe tão sábia,
tão sincera,
infeliz.
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