A alma me vem a boca.
Sobe, sobe de súbito.
São as minhas crenças,
A minha força maior: acreditar,
sendo questionada.
Sou eu me questionando.
É esse mundo que engoli a ponto de explodir para dar lugar a um mundo menos cinza, menos pessimista, menos findo.
A alma, doce, dilacerada, fecha minha garganta e abre meus olhos,
Agora para infinitas possibilidades.
Ainda que nenhuma delas me convença, um dia uma delas me convencerá.
Marco o tempo com migalhas de pão, para ter certeza do caminho que não posso voltar.
Esvazio um pedaço de mim para novas revoluções.
Sou eu um pedaço de papel amassado, ávido por outras linguagens.
É que acho tudo necessário, inclusive a negação.
Vou de súbito, feito minha alma, na esperança de tudo ser verdadeiro,
Das mudanças aos sonhos,
Das possibilidades a execução.
Agora,
minha voz não vai se calar, nem por um milagre.
( 21/06/2011)
Nenhum comentário:
Postar um comentário